Há 6 meses adquirimos um imóvel estressado (complexidade jurídica grande) em um bairro estratégico de São Paulo. Essa casa, que vem a ser a única casa com vista direta para o Parque da Aclimação, vai virar uma padaria artesanal e uma cafeteria.
Colada no parque.
Arbitrar o preço de imóveis estressados (seja via leilão ou compra no secundário), ainda é uma fronteira que só os banqueiros e alguns grandes investidores imobiliários dominam. Bancos compram imóveis via dívidas, retomam garantias, compram falências e uma boa quantidade de investidor PF, vai no secundário: consegue comprar imóveis com dívidas, brigas judiciais e familiares diretamente de donos (na maioria herdeiros).
É aí que nasce a tese do Quintal do Parque.
Compramos uma casa (estressada) dentro de uma briga familiar.
Nosso intuito era ter depois do desembaraço, uma marca do varejo alugando esse imóvel e gerando renda. Isso em tese, valorizaria nosso capital imobilizado e paralelamente nos geraria dividendos mensais.
A casa não tinha documento (matrícula), não era regularizada na prefeitura, tinha dívida de IPTU os herdeiros não tinham inventário.
Apesar de ter sido uma tese de investimento em tijolo, muito criticada pela maioria dos “influencers” financeiros, à partir do momento que a casa saiu limpa depois da nossa compra, desembaraçada e reformada, nosso capital lá dobrou, automaticamente.
Durante a reforma, conseguimos que um negócio local (a Sliced) - uma padaria artesanal com 7 anos de existência e 2 unidades - entrasse e virasse moradores comerciais do lugar.
A arbitragem do preço funcionou em:
combinar uma compra por um valor muito abaixo do que a casa vale;
e de quebra, ter um locatário com um contrato bom para gerar esses dividendos (22% de yeld).
Com nome de Quintal do Parque demos destino rapidamente num imóvel único e de alto valor sentimental com o bairro.
Tem coisas que nem IA, nem a robótica conseguem ameaçar.
Se quiser acompanhar um pouco mais desse negócio, tá aqui o perfil do Quintal no Instagram: @quintaldoparquesp.



